A violência criminosa pode ser utilizada para sustentar e construir ordens políticas locais que minam os processos democráticos. Neste artigo, conceitualizo como a violência criminosa e o clientelismo são usados em conjunto em níveis locais (por exemplo, bairros, municípios) para influenciar os resultados eleitorais nas periferias urbanas brasileiras. Chamo a isto política eleitoral criminalizada. Os brasileiros a conhecem todos os dias, sobretudo no cenário eleitoral. Algumas técnicas desta guerra civil e estatizada pode ser conferida na própria divulgação de resultados, formação de campanhas – tal como ocorreu em algumas cidades do Rio de Janeiro e periga acontecer na disputa pela Prefeitura Duque de Caxias 2020.

Com a ajuda de duas dimensões–a natureza da relação entre política criminal e atores, bem como o tipo de atividade que fornece um grupo criminoso principal fonte de renda–eu construir uma tipologia descritivo, que me permite classificar diferentes formas de criminaliza a política eleitoral prevalente em espaços urbanos.

Ao longo do texto, utilizo exemplos da área metropolitana do Rio de Janeiro para ilustrar casos de política eleitoral criminalizada. Deste modo, este artigo oferece uma base conceptual para compreender como a violência criminosa pode afetar as ligações eleitorais entre cidadãos e Políticos e, portanto, a qualidade da democracia e das formas de ordem local nos países em desenvolvimento.

Exemplos

Por exemplo, os políticos Cidinha Campos e Carlos Minc afirmaram ter sofrido com este tipo de ações em 2014, como você pode relembrar na reportagem da Agência Brasil.

Os grupos criminosos também usam a força de formas (não-Políticas). Podem, por exemplo, envolver-se em guerras territoriais com organizações criminosas rivais ou destruir os bens das vítimas que se recusam a pagar impostos de protecão. Estas ações violentas constituem exemplos de violência criminosa.